História

O GOVERNO MILITAR NO BRASIL E A INFLUÊNCIA DA MÚSICA

[DA TOMADA DO PODER AO AI-5]  [A MÚSICA]  [DCDP]  
[GRAVADORAS X DCDP]
  [O FIM DA CENSURA]  
[ARQUIVO NACIONAL]  [BIBLIOGRAFIA]

DA TOMADA DO PODER AO AI-5

Era 1964. O mundo vivia os efeitos da tensão gerada pela Guerra Fria que, na América Latina, fomentava ameaças de subversão interna e de guerra revolucionária, ambas oriundas de países como Cuba, que inspiravam o ‘perigo comunista’ no continente. È nesse contexto que o Brasil sofre o golpe militar que tira do poder o então presidente João Goulart, que vinha passando por freqüentes desgastes. A partir daí, instaura-se um regime militar de governo, que vigoraria até 1985.

A tomada do poder

Na noite de 31 de março de 1964, tropas militares de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Sabendo da conspiração, o presidente João Goulart refugia-se no Uruguai, assistindo à distância a tomada do poder pelos militares.
Com o Estado em suas mãos, os generais já demonstram seu poderio em suas ações iniciais, principalmente por meio de uma prática muito utilizada nos anos de chumbo que viriam a seguir: a imposição de Atos Institucionais.
Assolado por um novo tipo de gestão, o plano político passa a ter como rotina o autoritarismo, perseguições, prisões e imposição de censura prévia aos meios de comunicação. Na economia, em contrapartida, há uma modernização da indústria e serviços, sustentados pelo endividamento externo e pela abertura ao capital estrangeiro.
O autor Alexandre Sthephanou, em seu livro Censura e Militarização das Artes, resume bem o discurso dos novos e fardados governantes do Brasil pós-golpe: “O combate ao comunismo, a promoção do desenvolvimento econômico, a garantia da soberania, a manutenção da integridade do território nacional e a defesa da democracia”.

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